
A praia da Vila não falhou e o Hang Loose Santa Catarina Pro rolou mais uma vez em boas condições. Com o evento começando logo no primeiro dia do período de espera, três dias de ‘break’ foram o suficiente para que as finais rolassem. Sábado de sol, grande público e disputas acirradas.
Já no domingo o mau tempo retornou, mas as ondas melhoraram e o público que pintou por lá pode acompanhar a vitória do australiano Bede Durbidge em cima do novato francês Jeremy Flores.
Tendo feito uma excelente bateria contra seu amigo de mesma nacionalidade Mick Picon nas semifinais, Jeremy era minha aposta para vencer o evento, mas não se encontrou na final. Por outro lado, Bede Durbidge, que surfou muito encaixado durante todo o evento, só fez botar em prática o que vinha fazendo durante a semana.
Com duas notas altas e até tubo na onda mais bem pontuada, venceu e catapultou-se para a vice-liderança da temporada - vencida por antecipação pelo Mister Kelly Slater no evento anterior. Os brasileiros vinham muito bem até as quartas-de-final, porém foi impressionante como nenhum deles conseguiu manter as performances das baterias anteriores.
Acho que Heitor Alves foi o que tinha mais chances de virar o resultado, pois no final de sua bateria precisava apenas de pouco mais que seis pontos (pra ele coisa simples), já que havia executado um aéreo nas oitavas contra Hobgood que valeu 9.50 pontos.
Pigmeu vinha com uma linha muito bonita, porém faltou extrapolar nas finalizações, logo deixou de receber os melhores scores. Vale ressaltar que Pig perdeu para o campeão da prova. Leo Neves deu duro, porém Flores (mais leve e encaixado) não deu chances ao carioca.
WCT é sempre assim. Um monte de cara surfando muito e quando o funil vai apertando não tem jeito, vence aquele que conseguiu obter a combinação de tudo. Ponto para o Bede, que surfou com a borda executando altos carves, mandou manobras aéreas e com uma pitada de sorte, levantou o caneco.
E, diga-se de passagem, um belo troféu produzido pelo Zezão, o cara que levou sua arte para dar mais vida à estrutura do evento.
por Fábio Gouveia
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O Brasil todo parava para assistir aos momentos finais da corrida decisiva da temporada da Formula 1 enquanto Bede Durbridge ignorava Jeremy Flores na final do Hang Loose pro na praia da Vila.
Todos olhos e ouvidos estavam atentos à disputa entre Lewis Hamilton e Felipe Massa, inclusive dentro do palanque do evento, e Massa garantia sua sexta vitória do ano torcendo para Hamilton não passar da sexta colocação.
Faltando 3 voltas, o universo conspirava para o êxito brasileiro, Massa aguardava a bandeirada na frente, Hamilton era ultrapassado e amargava a desesperadora sexta posição.
Nessa altura, passados menos de dez minutos da bateria final, Bede já tinha fechado a contenda, com um 8.33 e um 9.43. Claro que Jeremy (Allez Mimi!) já tinha superado esse score por duas vezes no campeonato (nas quartas e round 3) mas contra Bede, o homem que jamais treme, o homem que comete poucos erros e tem a sorte ao seu lado como um mascote, contra Bede, Flores nada mais podia fazer.
Na fórmula 1, apenas alguns segundos separavam Massa da glória eterna dos campeões mundiais, alguns míseros segundos...
Foi quando aconteceu.
Massa levou a bandeirada final, pessoas na praia jogavam celulares e bones pra cima celebrando, urros... e Hamilton em sexto, esperem! Hamilton se aproveita de uma bobagem do alemão Timo Glock e o ultrapassou ganhando a quinta posição e conquistando o título mundial - Merda!
Lembrei do Chris Mauro na mesma hora: a etapa brasileira nem deveria existir, pelo menos no papel, diz ele.
Puxa vida, é justo no papel que ela se justifica, diria o outro - com trocadilhos.
Não fosse pela etapa brasileira, o que seria dos surfistas medianos que, se dependessem de Pipeline para continuar nos top 45, estariam perdidos.
Caso por exemplo do Ben Bourgeois, Jordy Smith, Dayan Neve, ou Timmy Reyes (que onda ele surfou em OTW na temporada passada, voces viram ?).
Onde mais dois franceses fariam uma semi-final ?
Não na França, com aquela paixão desenfreada pelos surfistas estrangeiros, nem na Austrália pelo ufanismo e muito menos em solo norte americano, ainda aborrecidos com o fato dos franceses não apoiarem a invasão do Iraque.
É tambem aqui no Brasil que os top 45 tem a chance de maldizer em ingles e bendizer em portugues.
Brasil é hoje o sinônimo de onda ruim, julgamento tendencioso e multidões ensandecidas, isso em ingles.
Em portugues, é um país lindo, com pessoas (Garotas) maravilhosas e ondas quase boas.
Slater sagrou-se aqui campeão da temporada duas vezes. Occy, Fanning e Sunny tambem encerraram duros anos de sonho aqui no Brasil.
Taylor Knox, mestre do surfe de borda, tem sua única vitória aqui, o super-talentoso Kalani Robb tambem.
Brasil já foi a terra do Taj, agora pertence a Bede.
Depois da cerimônia de entrega de prêmios, BD aprovou os gritos da torcida e se jogou para o abraço terno dos fãs, latinha de cerveja na mão.
Bede é gente fina, no seu blog ele se confessa assustado com a ausência de tanta gente boa do andar de cima na etapa brasileira e diz que nunca sequer lhe passou pela cabeça perder a chance de competir - e ganhar uma etapa.
A lucidez desse camarada é comovente.
Em 2009, tem minha torcida.
por Julio Adler
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Raoni passou ?
Caiu com o Taj, po...
Escutei o dialogo acima quando passava pela area reservada a imprensa no palanque do Hang Loose Pro.
A resposta foi tão incisiva que o resultado parecia certo como a morte.
Não é bem assim. Raoni concentrado e determinado é um surfista fenomenal, com muito mais volume na onda e força do que Taj.
Desta vez Raoni ficou perdido na bateria.Taj surfou de modo devastador, lembrava o Taj que todos considerávamos fadado ao destino de campeão mundial, isso lá no final dos anos 90, quando ainda no WQS, tentando a sorte.
Alguma coisa aconteceu e o impediu de realizar o nosso desejo e o seu sonho. Aquele garoto cabeludo e arisco lá do oeste da Austrália, treinado pelo ex-competidor Mitch Thorson, que voava, rodava e era tão precoce que se deu ao luxo de declinar duma vaga conquistada pro WCT porque queria terminar os estudos e se achava verde para entrar na briga com os top 45.
Duas vezes vice campeão do mundo, Taj está sempre ali, prestes a chegar na glória definitiva, segundo (98 e 2007), terceiro (2003), quarto (2006 e 2002), sexto (2004 e 2000), setimo (2005)...Quase.
Quase, como Horan e Elkerton.
O que motiva um cara desses a vir ao Brasil num ano já com campeão resolvido e sem a presença dos seus maiores rivais no circuito ?
Nada de Slater, Parko, Andy ou Mick. Nem mesmo Bobby ou Dingo.
A pergunta foi feita: Quero ganhar uma etapa. Em Trestles não me deixaram ganhar, mas sei que ganhei.
E eu adoro vir ao Brasil. Disse Taj ao Bruno Bocayuva do canal Woohoo, um dos únicos jornalistas capaz de formular uma pergunta inteligente sem ajuda de terceiros.
Na outra ponta do ranking, Dan Ross finalmente alcançou uma oitava de final, tirando Chris Ward do evento e na batalha dos Micks, Pikon levou a melhor sobre Campbell.
Bede Durbridge, inabalável, bateu Alejo Muniz numa bateria que se repete, Bede surfa as melhores ondas, Bede não comete erros, Bede vence - mas não empolga.
BD é uma versão atualizada do Damien Hardman, sujeito frio, que consegue manter a calma quando sob pressão, de movimentos quase estudados e boa técnica.
Se não abrirem os olhos, a turma desmotivada que frequenta o top 5 terá que se acostumar com a ideia da companhia do Bede por algum tempo.
Na decima bateria, como se diz no futebol, um jogo de seis pontos. Damien Hobgood 30 e Tiago Pires 31 no ranking, ambos precisando urgentemente dum resultado para garantir a vaga pra 2009 (Saca já esta praticamente garantido pelo WQS) fizeram uma bateria morna até o finzinho, quando Tiago acordou e endureceu o que se encaminhava para uma facil vitoria do Damien.
O julgamento não favoreceu muito o portugues que vai pro Havai buscando uma boa colocação em Pipe.
Falando no julgamento e seus inacreditáveis e elásticos critérios, bem que o juri tentou mas nada impediu Bernardo Pigmeu de superar Taylor Knox.
Mais uma vez a avaliação das ondas do convidado foi modesta comparando com a do integrante do WCT. Marco Polo enterrou as chances do Kai Otton sair do Brasil nos top 10 e Leo Neves fez a malinha do Jordy Smith, que periga não se reclassificar pro WCT e depende duma boa colocação em Pipe e torce para que Backdoor quebre perfeito - ou pro fracasso de Campbell, Powers, Pikon, Dingo, Alves, Damien, Pires e cia.
Amanhã, para nosso desgosto, Leo e Polo se enfrentarão na primeira bateria. Seria bom se os brasileiros não se enfrentassem nas oitavas, por outro lado é a garantia dum brasileiro nas quartas.
por Julio Adler
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Não estou certo, mas a impressão que tenho é que Ricky Basnett entra para a história da ASP como primeiro surfista que não conseguiu passar uma bateria sequer em toda temporada.
Heitor Alves foi o responsável pelo massacre de Basnett ontem, em ondas completamnete desfiguradas pelo potente e gelado vento sul. Heitor é hoje um dos surfistas mais respeitados do tour, sério e concentrado é admirado pelo excelente forma física, criatividade e velocidade dentro d'agua. Alguns o apontam, com algum exagero, como o melhor brasileiro que já esteve no WCT.
Fato é que, com ondas assim, Heitor é um dos Favoritos. No momento mais empolgante do dia, Pedro Henrique fez Jordy Smith suar a lycra de competição com um surfe moderno e eletrizante, justo a arma do sul-africano.
Pedrinho levantou a praia com aéreos e rabetadas nas ondas da série enquanto Jordy escolhia as piores ondas da bateria e fazia o dava (e as vezes o que não dava).
Os juízes, avaliando o peso que teria na carreira do Jordy uma derrota daquelas, mais um 33, terceiro do seu tão esperado primeiro ano no circuito, fizeram o possível para interpretar as ondas de Smith com benevolência beirando o insuportável. Beirando porque Jordy consegue arrancar manobras inacreditáveis de ondas merda, como um aéreo gigante que mereceu quase um 8.
Pedro teve suas ondas julgadas como quase todos wild cards, sempre um pontinho abaixo do que um top seria avaliado, afinal de contas, diz o inconsciente coletivo do juri, convidados são convidados.
por Julio Adler
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Vejam como determinadas decisões podem custar caro ao camarada. Kieren Perrow é o representante dos top 45 na pequena cúpula que determina, logo cedo, se as ondas estão dignas do WCT.
Kieren, junto do head judge Perry Hatchet e o diretor de prova (aqui em Imbituba o ex-juiz da ASP Xandi Fontes) resolvem se as condições prestam para um belo dia de competição e na quarta-feira, com ondas boas, alias muito melhores do que na França ou o primeiro dia da prova de Mundaka, Xandi foi voto vencido contra os aussies.
Tudo indica que Kieren já estava decidido em não competir e não teve dificuldade pra convencer Perry. Resultado: Não tivemos competição na quarta, um metro, terral, certinho. Hoje, sexta feira, quase o mesmo tamanho, mexido, Kieren foi vítima do Jano Belo, um especialista em condições como essa.
Kieren ocupa a décima quarta colocação no ranking, procurava subir aqui no Brasil e alçar um top 10 para chegar em Pipe tranquilo para o próximo ano.Explico: em 2009 os top 10 terão a confortável posição inalterada durante toda temporada enquanto os 6 restantes do top 16 mudarão conforme os resultados.
Ou seja, os top 10 ficam de bracinhos cruzados enquanto o resto da plebe se mata lá embaixo. Agora me deem licença que o Fabinho acaba de entrar n'agua contra o Timmy Reyes (outro com a corda no pescoço). O dia será cheio de surpresas...
por Julio Adler
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Começou a segunda edição do Hang Loose Santa Catarina Pro, etapa brasileira do circuito mundial WCT. No primeiro round havia 20 brasileiros, dos quais apenas cinco passaram para o terceiro round - os outros foram para a repescagem.
Marco Polo, Márcio Farney, Bernardo Miranda, Hizunomê Bettero e Leo Neves foram os atletas tupiniquins que vararam o primeiro round. Gostei de ver Hizu na bateria. Estava com atitude e sentindo o gostinho do que poderá ser sua realidade no ano que vem, caso confirme sua classificação após as etapas do QS do Havaí.
Na repescagem, todos os brasileiros competirão contra gringos. Vamos ver como vai será o desenrolar e torcer para que os brasileiros mandem bem! Uma bateria que me chamou a atenção foi a de Jordy Smith, uma das atrações do CT neste ano. Ele vencia sua bateria com notas 9.5 e 7.67.
No final da bateria cometeu uma interferência infantil ao disputar uma onda com o espanhol Aritz Aramburu e, não satisfeito, cometeu outra interferência no brasileiro Simão Romão. Acabando de vez com suas chances de ir direto para o terceiro round. Jordy entrou no WCT como uma das promessas de grandes atuações e com um dos melhores contratos do surf mundial atual.
Entretanto, neste primeiro ano ele não conseguiu essas grandes atuações e sua posição no ranking não é das mais confortaveis. No momento ele ocupa a 22a posição e um bom resultado aqui no Brasil seria de grande importância para se mantenha na elite. O sul-africano não tem chance de alcançar os pontos necessários para se classificar pelo WQS.
Como já se sabe, a maioria dos surfistas de ponta do WCT se ausentaram da etapa brasileira. Muitos deles alegando problemas de contusão. Assistindo as baterias do primeiro round, pensei nesta questão da ausência de tantos Tops.
Comecei a imaginar o torneio de tênis de Winblendon sem a presença dos grandes nomes do esporte, ou uma prova de Fórmula 1 sem 30% dos pilotos de ponta. Será que isso acontece nestes esportes?
Se não ocorre, qual é o motivo? Será que é a grana envolvida? Será que existem pesadas multas para punir este tipo de atitude dos atletas, ou será que existe mais profissionalismo dos competidores e da entidade que os rege?
O eneacampeão Kelly Slater, o grande fenômeno de nosso esporte, também não veio. Com todo seu histórico, fica estranho entender essa atitude. Vinda de um atleta comum fica fácil entender a ausência numa etapa do WCT, mas do Kelly - um cara superantenado -, que com certeza sabe a diferença de uma etapa com ou sem sua presença e que o peso de seu nome faz muita diferença.
Sei de todo o desgaste que ele teve em sua carreira e que a esta altura já deve estar saturado de tantos eventos, mas se ele ainda esta aí conquistando mais um título mundial, também deveria atender todas etapas do WCT.
Será isso um protesto dos atletas por causa da premiação? A presença de Kelly seria muito importante para ele, seus patrocinadores, o mercado de surf brasileiro e, principalmente para os fãs que ele conquistou no Brasil no decorrer de sua carreira.
No ano passado, quando Taj, Kelly e Mick disputavam o titulo até a etapa brasileira, todos estavam por aqui. Já este ano que o título foi decidido… Fica a pergunta: Qual o compromisso que os surfistas têm com a ASP e com seus patrocinadores?
Será que com este comportamento, um dia terão premiação maiores? O que pensam os responsáveis pelo marketing de grandes empresas (de fora do surf) ao ver parte da elite e o maior ícone do esporte não atender uma etapa do WCT?
Valeu, galera!
por Paulo Kid
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Scott Bass, ex-editor online da revista Surfer entrevistou C.J. Hobgood para o saite da Surfer.
'Scott - Queria falar sobre o WCT. Teremos Brasil na proxima semana, sem Kelly, sem Andy, sem Bruce, sem Joel, sem Fanning. 11 dos top 45 nem irão ao Brasil (na verdade, 13).
Qual a percepção entre os surfistas indo pro Brasil ?
CJ - Bem...eu acho que todos anos o fundamental é requaqlificação. Caras roendo as unhas, nervosos. Requalificação é sempre a mesma coisa no Brasil porque voce não sabe o que pode acontecer no Havai.'
Em outras palavras, com a situação atual no Havai beirando o insuportável, a etapa brasileira é a ultima esperança antes de chegar no caldeirão fervendo que tornou-se Pipeline. Surfistas como Ben Dunn, Jordy Smith, Timmy Reyes, Heitor Alves, Leo Neves, Pedra e até mesmo Damien, irmão do CJ, precisam desesperadamente dum resultado aqui.
por Julio Adler
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Coisa de louco essas ausências do WCT Brasil deste ano. A grade de baterias chegou a mudar umas quatro vezes! E em uma dessas eu quase me ferro, pois da última vez que olhei na internet era segunda-feira à tarde.
Logo depois, rolou ainda a última mudança. A caminho da Vila, recebi a ligação de David Husadel, ex-competidor profissional e um dos organizadores, dizendo que a minha bateria (que antes era a terceira), havia mudado e inauguraria as disputas. Com dois pulos, um pra sair do carro e outro pra entrar na água, lá estava eu disputando com Taylor Knox e Ben Bourgeois.
Os caras surfaram muito bem, mostrando ali o que é o embalo do WCT. Fiquei perdido na bateria, não me conectei com as séries e, ainda com uma prancha errada, “passei” para a repescagem. Mas, nessa aí assimilarei os erros pra seguir adiante. A onda da Vila é difícil, pois ao mesmo tempo que ela é cheia em determinados momentos, também é volumosa. Surfei com uma prancha um pouco estreita.
O diâmetro do bico não ajudava a escalar o lip. Com certeza na próxima mudarei e usarei uma mais larguinha, para também aproveitar a velocidade. Ontem muitas disputas eletrizantes rolaram, com cinco brasileiros vencendo suas baterias e o Jordy Smith fazendo duas interferências depois de ter tirado 9.50.
Na primeira delas, pensei: Bom, o cara está vencendo disparado e deve ser bom de matemática, pois mesmo com a interferência ele ainda estaria na frente. Já na segunda, pensei: Pô, acho que agora o cara cometeu erro de matemática, está agoniado, não está nem aí ou está doido, pois de primeiro, com a segunda interferência, caiu para terceiro.
Venceu Aritz “Jaburu”, com Simão Romão em segundo. Hoje madruguei no pico, junto com meu filho Ian e Pedro Husadel, filho do David. Na água já estava o Mike Campbell, que mesmo avançando direto ontem, acordou cedo pra treinar. As séries demoravam, mas as maiores apresentavam cerca de 1 metro. Perguntei ao Campbell o que ele achava e ele disse que daria pra rolar na boa. Mas, era esperar pra ver a chamada das oito da manhã.
O resumo foi muito competidor treinando e mandando ver, mas a decisão foi de que o evento seria adiado e que possivelmente pulasse mais um dia (quinta-feira), já que a previsâo amanhã é de vento forte. Bom, no mínimo a previsão é boa para a sexta feira. Aí, sim o bicho vai pegar de novo.
“Hangue louses”
por Fábio Gouveia
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O dia poderia ser resumido numa manobra do Raoni, um voo alto, violento, controlado.Bede Durbridge, o homem que ocupa a quarta colocação e até pouquíssimo tempo atrás estava mordendo os calcanhares do Slater (bem...não exageremos), o fijiano branquelo acabara de surfar uma direita com maestria, aplicou suas manobrinhas com toda precisão habitual e ainda finalizou com um aéreo na junção empolgante.Nove pontos.
Naquela altura a bateria já estava resolvida. Damien Hobgood, que não anda em boa situação no WCT, liderava com alguma tranquilidade. Raoni e Bede precisavam apenas duma nota baixa, menos de 7. Com o nove, Bede não só virava como colocava pressão nos adversários.Raoni escolheu a pior onda possível, cheia, sem parede, nenhuma possibilidade da nota alta que precisava. A primeira manobra saiu meio na grosseria, uma rasgada pra pegar velocidade...e velocidade era agora uma urgência, a onda fugia dele e ele corria, corria, corria e pou! Pra cima!
Uma vez lá no alto, Raoni agarrou sua prancha com todo cuidado, usando as duas mãos, rodou quase todo seu eixo e caiu seco, certinho - soco no ar.Oito pontos.Uma manobra. Oito pontos... Bede fizera umas cinco, todas lindas, muito bem aplicadas, até com algum risco, como o aéreo na junção, e mesmo com isso tudo, quatro ou cinco manobrões (por que não ?), apenas um ponto a mais do que a única manobra do Raoni.
Pensem nisso.
por Julio Adler
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Fala, galera!
Motores aquecidos para mais uma etapa do circuito mundial de surfe no Brasil.
A estrutura na praia da Vila já está montada e agora só falta a "Zimba" mostrar todo seu potencial (que venham as ondas do ano passado!!) para que os melhores atletas do mundo dêem show. É, como se sabe, vários desistiram da competição, inclusive o nove vezes campeão do mundo Slater.
O caminho ficou livre para os atletas que precisam melhorar suas posições no ranking e não terão de enfrentar o monstro Slater, além de os sempre perigosos Fanning, Parko, Andy e Bruce... Mineirinho está em quinto e pode dar um importante passo rumo a um resultado que há muito tempo o Brasil não vê (Vitinho foi terceiro do mundo em 1999; e Fabinho foi quinto em 1992).
Fabinho, sempre preparado, recebeu o convite e, aos 39 anos, entra em campo para reencontrar velhos 'parceiros' do Tour (Taylor Knox, irmãos Hobgood, Michael Campbell etc) e encarar a nova geração comandada por Mineirinho e Dane Reynolds. Neste blog, além de mim, Julio Adler, Paulo Kid e Fabinho têm espaço para levar aos internautas suas impressões/observações sobre a etapa brasileira do WCT. O 'filé' a um clique.
Espero que vocês gostem, comentem e participem. Ele foi pensado/estruturado para reunir um conteúdo de primeira. Perfil dos atletas, promoção, galeria de fotos, notícias, vídeos e podcasts. Enquanto a prova não começa, vou postar algumas fotos 'das antigas' relacionadas ao Hang Loose Pro Contest.
Keep in touch!
por Nancy Geringer
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