O que se espera de uma empresa de surfwear? Roupas de qualidade? Marketing explosivo? Atletas vencedores? Funcionários e fornecedores satisfeitos?
Eu acho que nesses 20 anos de Hang Loose, a empresa líder de mercado conseguiu agradar a todos, e sair vitoriosa na dura batalha por todos esses quesitos.
Como um dos maiores surfistas de ondas grandes do país, posso afirmar que durante esses 12 anos em que sou patrocinado pela HL acordo e vou dormir tranqüilo em relação ao meu patrocínio. A seriedade e paixão com que o marketing é tratado ajudam a fazer a diferença.
Infelizmente, devido às instabilidades pelas quais nosso Brasil passa desde que me entendo por gente, já vi muitas empresas entrarem e saírem do mercado deixando muitos fornecedores, atletas e público a ver navios.
Não é nada fácil controlar os altos e baixos do mercado e manter uma empresa no topo, mas com certeza, se Deus me deu o talento de deslizar pelas maiores pistas de ondas grandes do mundo, também deu o dom ao Alfio Lagnado de lidar com todo tato possível com todos os problemas, dificuldades e felicidades pelos quais a marca passou nesses longos anos. E o mais importante foi manter-se vitorioso - como sair vivo depois de botar pra dentro em um tubo em Jaws.
Relembrar é viver. A primeira etapa do circuito mundial a ser realizada em águas brasileiras foi o Hang Loose Pro, na Joaquina em 1986. Quem presenciou esse evento sabe do peso que ele tem no currículo do surf brazilis.
Eu era apenas um moleque de 11 anos de idade que esperava todo mês a única revista especializada coerente da época (a FLUIR) sair nas bancas para ver o que meus ídolos estavam aprontando. As fotos das ondas clássicas que abençoaram aquele evento foram de cair o queixo. Altas esquerdas. Nos meus 18 anos de surf, hoje tenho 28 anos, nunca vi fotos e nem vídeos de um dia tão clássico na Joaquina. Por falar em vídeos, o que foi feito pela HL sobre esse campeonato eu acho que vi pelo menos 50 vezes. Êta moleque viciado em surf! Eu nem imaginava que um dia estaria aqui escrevendo esse texto descrevendo tudo isso.
Fábio Gouveia e Flávio Padaratz foram nossos primeiros representantes no circuito mundial em uma atitude considerada por muitos empresários da época uma loucura. Como uma empresa bancaria as despesas não de um, mas de dois atletas no circuito? Posso afirmar que passou facilmente dos normais 5% de marketing que as empresas costumam investir. Mas valeu o esforço e atitude do Lagnado.
Hoje o Hang Loose Pro continua irradiante em uma Cacimba do Padre abençoada. Enquanto Gouveia, Grilo, Pigmeu e Marcondes arrepiam mundo afora, e roupas de primeira qualidade são encontradas nas melhores surf shops.
Outra coisa que não posso deixar de comentar é a vibração que os corredores da Surf Co irradiam. Funcionários trabalhando seriamente e felizes é uma das maiores qualidades que se pode ter dentro de um ambiente de trabalho. Que beleza!
Galera, daqui pra frente nos encontraremos aqui nesse site. Afinal, eu e meu parceiro, o ídolo internacional Fábio Gouveia, iremos contar algumas de nossas aventuras nesses mares afora.

Aloha e até a próxima!
Sylvio Mancusi
Swell épico na Joaquina durante o Hang Loose Pro Contest, 1986.
Fabinho e Teco durante o Pukas Rip Curl Pro, Espanha, 1988.
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