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A barca by fIA
 
 

Hawaii arrebentou!

Parece que eu estava adivinhando quando fiz o último texto do Hawaii e peço até desculpas para quem estava acompanhado nossa barca, mas tempo e disposição me faltaram. Rapaz, a função era muita, organização de uma barca de 9 pessoas foi bem difícil e puxado. Mesmo eu tendo muita pilha, os moleques tinham mais, e depois das duas caídas diárias eu chegava em casa cansado e só queria dormir para no dia seguinte começar tudo de novo.
Mas a temporada foi demais mesmo, apesar de neguinho ter falado que ano passado foi melhor. Bom, como não fui, digo que nessa nos fartamos. É bem verdade que os swells maiores apareceram mais no começo de janeiro, e no dia de nossa partida o mar estava lindo. Foi bem difícil ter que rumar para o aeroporto e passar no fim de tarde em frente à Sunset com séries perfeitas e grandes. Era aquela vontade enorme de mudar as passagens de todo mundo e de ficar mais um mês! Isso mesmo, não só mais um mês porque estava bom demais, mas mais um mês porque é o recomendado para um surfista profissional que se preze ou os amadores que sonham com esse futuro. Eu já estava nas ilhas há dois meses, porém a molecada estava há 42 dias, e digo que depois de todo esse tempo foi quando ficamos afiados, justamente na hora de ir embora…A onda havaiana é difícil, é muita potência, e mesmo o cara sendo o mais destemido possível, surfar bem no Hawaii exige quiilometragem. Nos últimos dias a molecada estava bem mais solta e a prova disso foram os drops em Sunset. Sunset, sempre Sunset! Mas o lance é que este pico recebe tudo quanto é swell, e na maioria das vezes é o melhor lugar, e como é minha preferida, nunca titubeava em cair por lá quando tinha qualquer chance. Fiquei muito feliz em ver os moleques dando drops atrasados e bem mais soltos no sobe-e-desce e das paredes . Em um dia com tamanho até uns oito pés, acompanhei do canal ondas memoráveis de Pedro Husadel e Ícaro Ronchi. Ícaro estava bem solto e as curvas de backside eram bonitas e harmoniosas. Mesmo o pico sendo um pouco mais difícil para os goofies, acho que ele vai surfar muito bem esta onda no futuro. Pedrinho deu uns dois drops atrasados, e em umas delas veio de um pico de norte emendando com um de oeste que me fez ficar preocupado caso aquela massa d’água descesse em seu “quengo”. O contorno por baixo da parede foi lindo e com segurança, mas a careta que ele fez foi muito comédia. Precisavam vocês ver o tamanho da abertura da boca do menino ao ver aquele lip despencando. No final, quando eu pensava que ele estava com sua prancha maior, ele me disse que estava de 6’2”! Vi também bons drops do Sidinho e do Cauê Wood, mas as sessions que me ficaram marcadas deles foram em outras ocasiões. Cauê foi no último surf em Rocky Point onde achou vários tubos e deu belos reentries. Ô bichinho do surf polido, dá gosto de ver. Sidinho também está com um surf de linha, e em nossa última caída no Hawaii em Left Overs ele estava fazendo arcos de backside muito seguros e sem perder espaços nas ondas. Meu filho Ian era o que menos ia pro pico nos dias maiores, porém essa foi sua primeira temporada de verdade, já que na última vez que havia estado no Hawaii em 2001,ele estava apenas engatinhado no começo de seu surf. Alguns dias ele estava mais corajoso e outros dava uma travada, e seus melhores momentos eram realmente os tubos e manobras em Rocky Lefts e nas direitas de V.land. Foi lá que lembro dele em seu melhor momento em um tubo double up onde andou encoberto por alguns segundos para sair seco e ja embalando no round house cutback. Nesta session também estava Igor, meu filho mais velho, e lembro no momento também de boas ondas dele na última session em Left Overs. Mesmo com potencial, Igor não foca muito no surf , caso contrário tenho certeza de que iria evoluir bastante. O Sk8 é sua outra diversão, e na água muitas vezes vi ele tentando executar manobras dos “carrinhos” na “tabla”. Esse também era o primeiro inverno de verdade para Igor e por ter chegado depois e ter passado apenas metade do tempo que a galera no Hawaii, penso que ficou um pouco inibido com relação ao resto da ‘tchurma’. Deixou de ir em algumas sessions, mas penso que o fato de chegarmos em casa depois de altas ondas filmadas o fazia refletir . Porém, sempre haverá outras oportunidades, e na próxima ele irá tirar mais proveito com certeza. A mamuska Elka e a filhota xodó do papai, Ilana, surfaram quase nada. Os picos para elas seriam Puena Point e principalmente Haleiwa, mas como fomos pouco por lá, acabaram curtindo mais outros aspectos. Se bem que Haleiwa foi palco de evento amador para a molecada. O trigésimo sétimo anual Matsumoto Shave Ice rolou entre os dias 28 de dezembro de 2006 e 6 de janeiro deste ano. Todos, menos Igor, participaram do evento. Ícaro e Sidinho chegaram na quinta posição das categorias Junior e Mirim, respectivamente. Ambos poderiam ter feito a final facilmente caso não tivessem caído de um floater . Esse também foi o caso de Ian, que ficou nas quartas-de-final. Já Pedrinho passou duas fases, e Cauê não conseguiu se achar no mar em sua bateria. O Jessé Mendes, que também surfou muito bem nesta temporada havaiana, correu o evento, mas na bateria em que perdeu não mostrou seu potencial. Já os brasileiros residentes no Hawaii desde pequenos, Kiron e Kalane Jabour, fizeram final da Junior e ficaram em segundo e quarto, respectivamente. Vi a semifinal deles em um mar de 4 a 8 pés, e Kalane venceu a bateria com um surf polido e seguro de backside. Apesar de ser o irmão mais velho, Kiron é quem está tendo mais resultados nos eventos, e apesar de ter visto poucas vezes Kalane surfar , ele tem tudo para arrebentar, pois seu surf é bem sólido, bem o estilo havaiano. O Kiron me impressionou bastante, pois em Sunset e Back Door mostrou muita disposição e faro para os tubos. Com certeza será um dos grandes nomes do surf. Crescer no Hawaii é outra coisa, e vi a grande e rápida evolução deste moleque desde a temporada de 2004, já que a de 2005 deixei de ir ao North Shore por contusão. Por isso bato na tecla de que tem de passar o máximo de tempo possível naquelas ondas, pois surfar igual aos caras que vivem lá é coisa muito difícil passando apenas um mês por temporada. O ideal são uns três meses, e é com este pensamento que irei na próxima.
Obrigado, senhor, e tudo quanto for divindade, por ter me dado mais esta oportunidade de estar no Hawaii surfando aquelas ondas de sonho. Quero parabenizar a molecada da barca pelo desempenho e comportamento e, apesar da bagunça normal de criança, foi muito show! O espírito de camaradagem e coleguismo entre todos será um ótimo aspecto em suas futuras carreiras. Parabéns também aos pais pela educação dos filhos.
Aloha e Mahalo.
Tio Fia, fios e agregados

Aguardem em breve sessão IRADA de fotos desta temporada by Fia


 


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Agito na areia de Lanis By Fia
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Ícaro shopping em Waikiki By Fia

 

 
     
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Fia, Ilana e Mamuska, pit-stop no JambaJuice by Fia
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  Ian e Igor, após o fim de tarde em V´land By Fia  
     
     
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  Ian está entocado nesse barrell by Fia  
     
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  Igor em session no Sk8park em Kahuku By Fia  
     
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  Pedrinho no Ehuikai beach park By Fia  
     
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  Sidinho e Ian com Marco Irisen Kaena point By Fia  
 
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  Sidinho pousando com um leão marinho nas areias de V´land By Fia  
 
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  Steak & Shrimp By Fia  
 
 
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