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Aéreo ´saco de areia´ de um SNI em OTW by Ian
 
 

Basta entender pouco de surf e de fotografia para saber que Pipe, Back Door e Off The Wall são as mais fotogênicas ondas do mundo. E isso aqui na Hollywood do surf é sinônimo de um crowd da "bexiga tabóca". Ontem cedo fizemos um surf ‘madrugal’ em Velzyland com ondas entre 3 e 5 pés nas séries que entravam perfeitas, a ponto do meu filho dizer: "Pai, tá que nem nos filmes de surf que rolam na Indonésia!" E realmente estava, e ele ainda não tinha visto coisa parecida desde que me mudei pra Floripa no final de 2002. É que nesta época ele começou realmente a pegar onda constantemente e sacar o surf. É bem verdade que mesmo ao chegarmos ainda no escuro já havia umas 8 cabeças na água e, para este número triplicar em questão de minutos, foi só um piscar de olhos. Surfamos por três horas e fui o primeiro a filmar a session. Apanhando da filmadora melhorzinha que adquiri, não consegui filmar com alguma função que acendesse a onda, mas logo que a luz ia saindo, ia dando pra gravar da house a molecada solta na bancada. Já é a terceira vez que a ‘tchurma’ cai em V. land bom, e o surf deles ali já evoluiu bastante, estando inclusive sempre achando o caminho do tubo e das manobras no pocket. Destaque para todos eles e para dois surfistas locais inusitados, que apareceram lá surfando de tábua. Um deles surfava deitado, e a prancha era um pedaço de madeirite totalmente flat. Já o outro devia ser uma espécie de Skin Board, mas que continha uma quilha. Na verdade, o cara arrebentava, dava floaters, pegava tubo e até rabeava! E logo quando entrei no pico pra surfar tive a honra de dizer que o crowd estava tão grande que fui rabeado até por um ‘caba’ de tábua. Pense!
Após esse surf, tivemos que mudar de casa, pois a excelentíssima senhora diretora da agência em que alugamos nossa “covanca” fez o favor de nos dar esse trampo, que ninguém merece em pleno dia de ondas clássicas. Parece coisa simples, mas nem demos conta das muitas tralhas que já adquirimos, incluindo aí também as pranchas acopladas às que havíamos trazido do Brasil. A mudança, com leve arrumação da casa, teve de duas a três horas de duração, e ao final estávamos só o caco. Foi nesse estado que recebemos umas três ligações do fotógrafo Levy Paiva dizendo que Off The Wall estava lindo. Mas toda hora que o bicho ligava a gente adiava a queda. E ele continuava ligando... “Galera, que horas vocês vêm? Irei ficar aqui o dia inteiro!” Dizia ele em tom de desespero por causa de nossa demora. A real foi que só conseguimos chegar a OTW lá pelas 4h30 da tarde, e o Levy já havia até cansado de nos esperar e de fotografar tantas ondas boas. E pelo jeito em que ele e sua barca (Alejo Munis e Ricardinho) estavam saindo do pico (cada um com uma prancha partida ao meio), o negócio parecia estar bom. Observamos um pouco o mar, e as ondas beiravam 3 a 7 pés. Em Back Door o crowd era mais intenso naquele momento e vimos logo de cara um tubaço do local Perry Dane. O bicho saiu do tubo quase já em Off The Wall e ali mesmo ficou. Apesar de estar até simpático, era impossível pegar uma da série com ele ali. E aliado aos seus amigos então....aí é que ficavam só as sobras. Até peguei uma que parecia que ia abrir, mas depois da placa começar a rodar, a onda fechou. A molecada demorou um pouco pra entrar no mar por receio de levar na cabeça, pois aquela onda quando bate no quengo do sujeito, sacoleja... Mas logo depois eles se soltaram. Marcelo Trekinho tinha acabado de entrar no mar e foi logo dizendo: “Rapaz, isso aqui tá fogo, que crowd é esse? Vou embora!”
Na real, acho que era a segunda queda dele, e de fato vários surfistas apareceram para o fim de tarde, incluindo Kiron Jabour, filho de João Maurício Jabour, atualmente se destacando no Tow In Surfing. Foi a segunda vez que vi o Kiron em ação, e posso dizer que esse moleque é uma promessa já em andamento. O bicho pegou um tubaço no Back Door e andou bastante por dentro dele. O moleque está solto no pico, sem dúvida seu quintal de casa, já que ele mora aqui com os pais há vários anos. Aliás, o moleque está crescendo aqui no Hawaii.
Mais algumas investidas em remadas e lá estava o senhor Perry Dane, pronto para mais um tubo dez. Depois entrou Kahea Heart; aí ferrou, pois a primeira boa era de um, a segunda, era do outro; a maioria só ficava com as fechadeiras. No final da queda valeu pelas bombas que botei pra dentro e pela primeira caída dos moleques no crítico da Hollywood do surf. Mas acho que surf ali de novo só depois do Natal, quando o WCT já tiver acabado e muita gente já tiver dado pista. Vou até pedir para Santa Claus soltar do saco um diazinho com menos crowd...
Aloha!
Por Fabio Gouveia

 


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A tchurminha exausta no aperto da sala da house By Fia
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Ícaro e Pedro depois da session em V´land By Fia

 

 
     
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Cauê Wood ala Tom Curren em V´land by Fia
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  Esquerda perfeita em OTW By Ian  
     
     
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  Fia encaixado em OTW By Ian  
     
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  Of the lip de Perry Dane em OTW By Ian  
     
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  O quebracoco de OTW By Ian  
     
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  Pedrinho na junçao de OTW By Ian  
 
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  Surfista local curtindo o juice em V´land By Fia  
 
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  Foto do dia - Sidinho o´cuecaboy´ By Fia  
 
     
 
 
     
     
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
 
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