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Fia e a barca dos ´pirraios´
 
 


´Pirraios´ in da House

Êita que agora meu tempo ficou ocupado no North Shore! Há uma semana desembarcaram 5 moleques, e a barca aqui lotou. É menino saindo pelo "ladrão", e só na salinha do quarto e sala que estamos alugando tem 4... Maior acampamento no carpetão e é um esbarrando no outro... Um ronco daqui, um peido dali, e por aí vai...
Fui buscar essa turma no aeroporto de Honolulu, e com eles vieram outros brasileiros da mais nova geração: Jesse Mendes, Guigui e a "caboclinha" paraibana Tininha de Souza.
Claudia Sabóia, esposa do fotógrafo e cinegrafista residente no Hawaii, Bruno Lemos, foi buscar Guigui e Tininha. Já Heitor Pereira tratou de dar a carona pro Jessé. E tanto moleque assim, só com várias viaturas mesmo, tendo em vista o amontoado de pranchas. Só Sidinho, um ‘catitinha’ que não tem nem tamanho, trouxe 9 skates. Sem contar que trazia a mais uma prancha do Ricardo Martins para o Jamie O'Brian. Aumentando a pilha de ‘pirraios’ e de pranchas vieram Cauê Wood, Pedro Husadel e Ícaro Ronchi, sem contar meu filho Ian, que de todos foi o que menos prancha trouxe, apenas 4.
Partindo do aeroporto, pegamos a Freeway com trânsito considerável e logo o possível fim de tarde já estava descartado. Todo mundo com fome devido ao serviço de bordo "chibata" da companhia aérea, assim que pegamos a Kamehameha Highway paramos logo no Taco Bell, onde também servem Pizza Hut. Tacos pra uns, pizzas pra outros, e ainda deu tempo de chegar a Laniakea com luz pra pelo menos ver a cara do mar. Até então, altas ondas. Porém, no dia seguinte, o maral com chuva bateu, e o surf pra tirar o ranço da viagem foi mesmo do jeito que estava, dois a três pés em Rocky Point todo torto. Mas na ânsia que os moleques estavam, foi uma maravilha. Ian havia estado no Hawaii pela última vez em 2001, porém ainda engatinhava no surf. Neste intervalo ele evoluiu e ouviu muitas histórias e imagens das ondas do North Shore. Nem preciso dizer o tamanho dos pulos que ele dava ao ver aquela esquerdinha rolando paralela se aproximando da areia. O resto da galera havia estado no inverno passado, mas nem por isso estava menos animada. Num piscar de olhos estavam todos dentro d'água, e o frio só bateu mesmo quando saíram, com sorriso de um canto a outro da orelha. Como toda barca que se preze, organização é importante, e as compras de mantimentos no "barateiro quantitativo" Costco foram logo adquiridas naquele mesmo dia. No dia seguinte o mar já havia dado uma subida e rolaram várias baterias do WQS de Sunset. Da arquibancada, uma parada pra ver as disputas e torcer pelos brasileiros. Com isso a vontade de surfar ia aumentando, e depois do evento fomos todos pra água. Naquela velha dúvida de qual tamanho de prancha usar, disse logo pra que pegassem a maior pra poderem sentir o remadão e facilitar as escolhas de todas as outras pranchas nas próximas caídas. O mar naquele fim de tarde havia dado uma baixada, mas séries de até uns 7 pés ainda entravam... Alguns profissionais treinavam, e os moleques ficaram amarradões na session. Ian ficou mais no rabinho do inside, e aos poucos ia dropando as mais fáceis, até que no final já estava pegando várias. Ícaro, Pedrinho, Cauê e Sidinho ficaram mais ao fundo e pegaram várias ondas. Eu fiquei só na função de dar uma orientada, e entre uma onda e outra sacava a câmera aquática do bolso e tentava fazer uns cliques. Naquela queda surfamos até os últimos raios do sol, e no final tiramos uma foto com todos os moleques no pódio do evento. Foi muito legal, maior ‘zoação’.
Desde o dia em que a turma chegou, não paramos de surfar; e eu, de filmar e fazer uns cliques. Teve caída de madrugada em um ótimo Velzyland e sessions muito divertidas em Sunset Point. Muito surf em Rock Point, Laniakea e uma caída em Pipe/Back Door/Ehukai, pequeno, mas que serviu pra desvendar a curiosidade do pico.
Hoje, o melhor surf seria em Sunset, mas o WQS que estava parado voltou a rolar com a subida do mar, e antes que o vento ladal apertasse, rolaram as oitavas-de-final. Trekinho e Odirley Coutinho, que deixaram Slater em segundo, passaram pra amanhã, dia final do evento, junto com o Neco Padaratz. Diante disso fomos checando os picos e caímos em Left Overs, onde mesmo com um maralzinho chato, rolaram ótimas ondas de até 6 pés nas séries. Na medida em que o sol saía, o vento aliviava, e algumas séries vinham menos balançadas chegando a proporcionar várias manobras boas. Marcondes Rocha, que partirá do Hawaii rumo a Maceió amanhã, estava muito instigado e ganhou a bateria. Pegou todas! Deixou o Adrian Buchan, que também estava caindo no pico, na ‘bucha’. Nesta queda também apareceu o Shane Dorian, o que provava que era um bom pico para o dia de surf. Mais característico pelas esquerdas, em Left Overs também rolam ótimas direitas, e Sidinho e Pedrinho pegaram várias. Cauê, Ícaro e Ian seguiram "Concon" e ficaram soltos na esquerda, todos surfando bem e se divertindo.
E a moda agora é o racha nas filmagens. Cada um filma 40 minutos, e a primeira coisa que se faz quando chega em casa é correr e ligar os cabos na TV para ver o dia de surf.
E haja surf e físico pra agüentar a pilha da molecada. Tô só o catatau aqui.
Aloha!
Por Fabio Gouveia

 


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Cauê solto na direita de Sunset Point By Fia
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Cut em OTW By Fia

 

 
     
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Hawaii underwater By Fia
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  Heitor Pereira dando boas vindas aos muleques By Fia  
     
     
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  Ian tirando o bico da prancha em Sunset point By Fia  
     
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  Mulecada brasileira chegando no Hawaii By Fia  
     
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  Odirley e Rodrigo Jorge By Fia  
     
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  Patrick Bevan estava na caída no SunsetPoint By Fia  
 
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  Pico de Sunset By Fia  
 
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  Por do sol By Fia  
 
     
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  Sidinho na sua hora de cameraman By Fia  
     
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  Surf check em OTW By Fia  
 
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  The Brazilian boys By Fia  
 
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  Turtle Bay camping By Fia  
 
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  V´land clássico By Fia  
 
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  Um dos Hobgoods em Laniakea e Guilherme Herdy remando de lycra vermelha By Fia  
 
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The camps By Fia
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