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Floripa - A capital das fábricas de pranchas de surf


Dizer que Floripa tem uma fábrica de prancha em cada esquina não é exagero. Foi justamente isso que dispertou minha curiosidade e fui perambular pela ilha para saber o que rolava em algumas delas. A estimativa são cerca de oitenta, segundo o fotógrafo Basilio Bosquê Ruy, que me acompanhou fazendo os clics,dando os endereços e que é expert no assunto tendo em vista os trabalhos feitos em seus guias de surf publicados na região. Ou então como relata Avelino Bastos da Tropical Brasil,” pela per capita, Floripa tem mais fabricantes que no Rio de Janeiro ou talvez até doque qualquer surf city do mundo”. Claro que nem todas podem ser chamadas de fábrica ao pé da letra, pois em muitas ocasiões existe apenas o cara que faz o shape {é caso do Cristiano Guimarães} e leva para laminar e dar o acabamento final em uma compahia de laminação, que seria uma outra citação. De fato, do fundo de quintal à empresa com vários empregados, Floripa tem opção de sobra, incluindo-se aí a tal da máquina de shape, que inclusive acaba trazendo também opções de pranchas de fora do estado e do país. As observações foram muitas, desde preços variados à shapers que resistem em usar a máquina de shape {é caso do Havenga} e, de shaper que nunca shepeou um prancha manualmente! Será que esse cara seria o shaper do futuro? Esse foi o caso do Rafael da companhia de laminação Schull, no qual tem seu shaper residente e experiente, Alzair Russo. Tive uma rápida aula informatizada com o Marcelo Dionízio, fabricante das pranchas MDIO e que mesmo tendo sua laminação na praia do Rosa, fora da Ilha, faz seus shapers computadorizados DSD {Digital Shape Design} na Magic Lines, de proriedade do Shaper Guilherme Almeida, situada no Rio Vermelho, Norte da Ilha. Este bairro está em acessão, e muitos “fundos de quintais” estão fincando bandeira por lá. Entre as fabricas que visitei, pouco menos de um kilômetro separavam as mesmas, era o caso da Barreira surf boards , algumas ruelas após a Skull. Alguns caras eu já conhecia, mas Barreira por exemplo, era novidade. Mas logo quando ligava o gravador, já ia conhecendo a história do shaper e via que apesar de ser um pequeno fabricante, o cara já tinha bastante conhecimento e o produto final era ótimo. Shepeando desde 91, onde faziam pranchas na Praia Grande, litoral sul de São Paulo, Barreira começou no Rio Vermelho em 97, sendo um dos primeiros naquela área. Em 2002/2003 investiu uma grana e foi para a Europa onde trabalhou no País Basco, nas fabricas Impact e Gazela , na região de Sopelana e quando retornou encontrou mais cinco fabricas novas do seu lado. Quando começamos a convesar sobre as dificuldades do mercado, Barreira frizou a velha história dos caras que fazem pranchas muito baratas e acabam prejudicando e muito quem quer subir no mercado. Ele chegou a falar com um representante de blocos da ilha que acaba tendo acesso a todos os fabricantes para organizar um sindicato e implementar um selo de qualidade para os top shapers, porque pelo menos iria identificar o produto e a mão de obra não seria tão desvalorizada por conseguir manter um padrão. Sua prancha mais barata hoje custa em torno 550 reais e tenta de tudo para não baixar, mesmo com algumas pessoas chegando em sua oficina dizendo que na outra rua um cara havia cobrado 400 contos para fazer uma prancha. “Fica difícil, pois no Brasil o material é muito caro e a falta de organização é o que prejudica, resume”. Seguindo o rumo visitei alguns endereços na Barra da lagoa, com parada na Havenga surf boards. O “artista” não se encontrava no local e tive que achar Havenga pelo telefone em outra oportunidade, mas o funcionário “Bat” nos recebeu super bem e deu as cordenadas da fábrica, que além de foguetes, tinha até um barco em re-cosntrução. A 50 metros da Havenga, estava a CCL, compahia catarinense de laminação, mas talvez por não termos avisado sobre nossa visita não havia ninguem no local.
Do outro lado do rio que separa a lagoa da Conceição e a Barra da Lagoa e o mar, fomos até o “Bêco do Coroas” visitar a fábrica do “NAD”, Nilton Andrade,que após anos fabricando pranchas no continente,fixou residência alí pela facilidade. Atravessando a ladeira da Praia Mole em direção ao Beco do Surfista pela estrada geral da Joaquina estava do lado oposto a Machucho Surf Boards. Muita gente no país não ouviu falar do Machucho, mas posso dizer que o cara é o professor Pardal do segmento. Tendo já feito prachas infláveis, saduiches, emborrachadas, etc, o cara agora está envolvido na arte do Epoxi com madeira. Após a prancha ser coberta, leva um lamina de madeira e o pruduto final fica uma óbra de arte. Parece um sonho, sufar com uma prancha como se fosse de madeira balsa com o peso inferior ao das pranchas de poliester e com muita durabilidade. Já que o cara é professor Pardal, cito os “sledjes” para tow-in que atualmente está fabricando com vários pedidos em andamento.

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Fia no Barreira Surfboards
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MDio com um pré shape e Fabinho na sala de máquina.

 

 
     
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O professor Pardal Machucho e suas artes.
 
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  Gouveia e o shaper Newton Andrade na NAD surfboards  
     
 
 
     
     
 
 
     
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
     
 
 
 
 
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