Hexa não deu...
Ainda bem que gosto muito de futebol, pois em mês
de copa foi só o que se viu em canais de esportes
na TV. E coitadinho do surf... Salvando-se o Woohoo, novo
canal de esportes radicais de Ricardo Bocão e Antônio
Ricardo, e que na minha house só está disponível
na CNT (canal 24 da SKY) por apenas meia hora - 2 às
2:30 pm - , tudo era futebol. No começo foi aquela
euforia! Brasil como favorito. E mesmo sem convencer, estava
nas quartas-de-final contra nossa rival de outras copas:
a França. É incrível, mas todos os
anos é aquela ladainha, time formado só de
craques, sem tempo pra treinar, e segue aos trancos e barrancos
nas eliminatórias. Mas dessa vez foi fogo, todo mundo
esperava muitíssimo do tal “quadrado mágico”
e o negócio não se concretizou. Já
vi este filme antes no Flamengo, por exemplo, com aquele
seu tão falado e festejado dream team caro que só
a bexiga, e que se afundou no Brasileirão (não
lembro o ano). Para Parreira, deve ter sido muito mais difícil
trabalhar com esta seleção do que com a de
94, que chegando sem todo o favoritismo, foi construindo
o alicerce até aquela disputa de pênaltis onde
o Roberto Baggio perdeu a cobrança nos dando o tetra.
“Em 98 o título estava ganho, não tinha
pra ninguém”. Quem disso isso? Acho que foram
as expectativas. Danadas expectativas... Isso não
dá título, não! Aquela final com a
França foi comprada? Que nada! Não acredito
nisso, não. Ninguém ali precisava mais de
dinheiro. Não tem dinheiro que pague um título
de Copa do Mundo. Pelo menos é no que acredito. Na
minha opinião, aquela galera amarelou. Sabe quando
a gente sai de uma bateria quando perde por qualquer tipo
de vacilo e a turma na beira da praia fala: “Meu irmão,
tu deu mole, amarelou”. Em 2002 fomos brilhantes e
conquistamos o penta, apesar de que no início vi
a copa muito triste pela não-convocação
do meu ídolo Romário. Felipão é
foda, faz qualquer craque marrento mudar de profissão
e virar “bancário”. Rolou uma história
desta com o gajo Figo.
2006... Êita que o ano tá passando rápido.
A copa acabou e a Itália daquele Baggio, agora de
Materazzi e Fabio Grosso (ôps, meu xará), acabou
de virar tetra. Estado de alerta! Brasil, na próxima
vai buscar o hexa! “Volta, Felipão!”.
Esse era o bordão. Coitado do Parreira, já
nos deu muita alegria, mas essa era a copa do nosso favoritismo
e isso atrapalhou. 2010 pode ser o ano do hexa. O filme
parece o mesmo (e torço para se repetir), pois depois
dessa participação mixuruca, vai ser a hora
de começar por baixo dos solados das chuteiras, como
em 2002, com o Felipão. Diz a lenda que o gaúcho
retornará para os canarinhos.
Por Fábio Gouveia
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