Veja entrevista no site waves aqui

Clique e Amplie

Danou-se! Demorou mas venci outra vez!Poxa, galera, tô muito amarradão aqui. Esta vitória do Super Surf do Rosa foi muito importante pra mim e me deu o maior gás. Aliás, o gás foi tão grande que na segunda-feira após o evento, às 7 da manhã, já estava na academia malhando. O problema foi que achei que era o superman e passei da conta nos exercícios, me deixando um famoso robocop, ou seja, arrumei um torcicolo do ‘carái’. De torcicolo e querendo aproveitar o swell da terça, não dei sorte. Primeira remada pra pegar a primeira onda do dia e não consegui nem levantar da prancha direito, travei e fui direto pro doutor Joel fazer massagens e acupuntura. Agora já estou melhor, porém sem poder surfar; perdi o swell, mas a felicidade de ter vencido o evento tá me tranqüilizando até agora. E que evento foi aquele, viu? Acertaram de cheio a praia do Rosa. Tudo bem que na final as ondas não foram as melhores, mas mesmo a praia não mostrando todo seu potencial, deu pra fazer um espetáculo decente e todos que estavam lá estavam amarradões. Evento com boas ondas, pessoas bonitas, miniramp pra galera do sk8, maior gramadão pra neguinho se esticar, e até vaca tinha na parada, deixando o espaço exótico e com estilo country. Foi um evento com um pouco de gosto e alma da essência do surf, o que não se tem com tanta freqüência hoje em dia. Indo para as baterias, comecei o evento me acertando com o mar e com a prancha, pois a expectativa da entrada de um grande swell me fez treinar com uma prancha maior antes da minha primeira bateria, e quando vi que as ondas não haviam subido muito decidi cair com a maroleira 5'10"mesmo. Resultado: a prancha tinha saído do pé e acabei tendo que me virar na disputa contra o amigo e parceiro nos surfaris pernambucanos, Sávio "Chapa" Carneiro. Saí na frente com uma boa onda e depois de ter cometido algumas falhas, me saí bem. Já na segunda fase contra Wagner Pupo, o confronto estava sendo muito comentado, pois era a disputa da velha guarda, a disputa da experiência e da paciência, pois foi o que eu tive de ter para vencer o renomado "Vala". Achei que os dois laybacks que executei em minha primeira onda foram um pouco mal julgados, mas no final compensaram uma marola que peguei e fui adiante nesta, que foi a minha disputa mais acirrada. Acho que venci por uns 0.4 décimos do ponto. Contra Adílton Mariano nas quartas-de-final, sabia que tinha de pegar as ondas certas e manobrar com força, pois tinha certeza que o "pororoca man" ia tentar voar. E acertei. O cara voou, mas só que caiu. E eu achei as boas com paciência. Amarradão no Domingão do Faustão e já nas semifinais, Chico Tampa era meu adversário. Tampinha estava um danado e arrebentou nas outras baterias que disputou, mas acho que nesta ficou nervoso e caiu em algumas ondas, como também não escolhendo-as bem. Me concentrei e peguei umas boas, mas vacilei em minha primeira onde não mandei um layback na primeira investida. Quis variar mas a rasgada não saiu tão forte e deixei de largar com uma nota mais alta, sendo um seis e pouco o resultado. Faltando uns sete minutos, estava com boa vantagem e fui marcar Tampa, pois mesmo precisando de mais de oito, não era impossível de fazer. O engraçado é que fomos remando até a última linha que demarcava a área de competição, fazendo a galera zoar dizendo que íamos bater no nordeste caso fôssemos um pouco mais além.Finalíssima com ondas ruins devido ao forte vento nordeste soprando. E estava eu lá, contra Beto Fernandes, o santista que é puro power surf. Queria atacar as ondas com alguns laybacks fortes, mas o vento estava segurando a prancha e não estava conseguindo sair com velocidade para a segunda manobra. Depois da terceira tentativa decidi procurar as esquerdas, que quase nunca proporcionavam boas condições. Comecei fazendo duas regulares mas que achei que poderia ter ganho mais nota, tal a dificuldade do mar. Até aí estava na frente, até que Beto achou uma com uma breve parede armada e mandou seu famoso snap para receber uma nota alta. Minha única salvação era pegar uma onda melhor e tentar mudar o repertório, quando logo veio outra direita de potencial e tentei rasgar mais rápido para poder não perder velocidade e seguir adiante. Depois desta me encontrava na frente, mas Beto precisava pouco mais de 4 quando nos últimos vinte segundos remou e foi numa marola. Sem querer esperar pra ver o resultado, já na regressiva, fui pro tudo ou nada numa microonda, que ao bater na bancada rasa de areia formou-se melhor e me proporcionou um pequeno aéreo seguido de uma conexão com um layback forte, para no finalzinho fazer mais uma pequena descolada. Quando acabei a onda ainda não tinha me dado conta, mas a praia estava eufórica e um cara muito comédia me agarrou pelo pescoço fazendo os seguranças terem trabalho para afastá-lo. O cara na real é o Buda, pupilo do Mdio, cara que faz a maioria das minhas pranchas atualmente e que estava torcendo feito louco. Já no pódio, além do prêmio em dinheiro, recebi um quadro que foi pintado durante oevento e que foi adquirido pela prefeitura daquele lugar para que me fosse oferecido. Carlão, que atua também no marketing da Mormaii, arrebentou no visual da praia do Rosa. Tinha filmado aquela pintura a semana toda e foi uma surpresa tê-lo ganho. Agora é arrumar espaço na parede para colocar mais um prego. Com champagne na mão, estourei-o para frente do palanque, mas como os fotógrafos imploraram por suas câmeras, despejei o líquido mais que merecidamente naqueles outros três finalistas de peso, que surfaram muito para chegar até ali (e Yuri Sodré era o outro terceiro colocado ao lado de Chico Tampa). Amarradão com o título da etapa. E a coisa mais louca que me aconteceu foi o convite que havia recebido no começo da semana. O programa Zona de Impacto me chamou para narrar algumas baterias em tempo real ao lado da renomada apresentadora Diana Bouth e do amigo extrovertido Binho Nunes. A galera só não contava que eu ia bater na final e não poderia estar com eles ali naquele momento mais que importante. Mas acabaram tirando de letra, soltando a máxima: “Perdemos um comentarista, mas ganhamos um campeão”.Valeu, galera! Obrigado a todos que torceram por mim na praia e ao vivo na telinha do Zona de Impacto, e também a todos os surfistas que arrebentaram fazendo o evento ser um show de surf, além de terem me inspirado bastante. Os nomes? Hizunomê, Jihad, Adílton, Renato Galvão, Pupo, Beto,Tampa, Chapa e Silvana Lima, que sagrou-se campeã da categoria feminina enchendo os olhos da galera com um surf de alta performance.

Por Fábio Gouveia Veja entrevista no site waves aqui

 

Praia do Rosa em Imbituba no final de tarde com boas ondas. By Fia
 
 
Clique e Amplie
Fabinho trampando como comentarista da Sportv com a equipe, entre as baterias. By Fia
Clique e Amplie
 
  Alinhamento perfeito no Rosa. By Fia  
 
Clique e Amplie
Gramado da fazenda do Rosa, atrás da estrutura do campeonato. By Fia
Clique e Amplie
     
  Beto Fernandes surfou forte para terminar como vice da etapa. By Fia  
 
 
Clique e Amplie
 
  Direita solitária no surf matinal. By Fia  
     
 
Clique e Amplie
 
  Fia ´Robocop´ By Fia  
 
Clique e Amplie
 
  Hizunome ´going off´ . By Fia  
 
Clique e Amplie
 
  Herdy botando pressão na manobra. By Fia  
     
 
Clique e Amplie
 
  Jihad chutando a rabeta . By Fia  
 
Clique e Amplie
     
  Maicon Rosa. By Fia  
 
Clique e Amplie
 
  Silvana Lima mandando de backside. By Fia  
 
Clique e Amplie
 
  Torre salva-vidas no Rosa. By Fia  
 
Clique e Amplie
 
  Tributo ao surfista local Hohan. By Fia  
 
Clique e Amplie
 
Visão lateral do palanque . By Fia
 
© 2005 Surf Co. - Hang Loose. Todos os direitos reservados