Fábio Fabuloso continua
com exibições históricas.
O maior presente de minha carreira como surfista era pra
ser um DVD e virou cinema. Isso todo mundo já sabe.
Mas depois das exibições terem parado nas
telonas de várias capitais do país, têm
sido uma constante as exibições “retrô”,
ou seja, aquelas sessões bem pré-históricas
que neguinho fazia nas antigas e sem muitas divulgações;
faziam do momento pura magia. E foi assim que se sucedeu
a session em Natal na última semana de fevereiro,
na praia de Rio Doce. Havia ido ao Rio Grande do Norte para
participar da primeira etapa do Brasil Tour, e como muita
gente cobrava pelo fato de o filme não ter passado
nos cinemas de Natal, levei uma cópia em DVD (que,
aliás, ainda não está pronto e nem
está nas lojas) para tentar organizar uma sessão
para os amigos mais chegados. Mas qual não foi a
minha surpresa depois de ter falado com um amigo das antigas
chamado Rubens Aratê? O cara, que é proprietário
de uma aconchegante pousada em Rio Doce, arrumou um telão,
e com um quilo de alimento não perecível sendo
cobrado pela entrada para ser distribuído em uma
comunidade local, botou o filme pra rolar pra maior galera
ver. A pousada era na beira da praia, e a noite estrelada
deixou o negócio muito legal. Revi ali vários
amigos de longas datas e a galera se amarrou no filme. Sacanagem
não ter passado nos cinemas de lá. Não
sei o que acontece, mas o Surf Adventures também
não foi exibido.
Durante o Hang Loose de Fernando de Noronha também
rolou outra sessão histórica, desta vez organizada
no restaurante japonês, Porto Marlin, do amigo Rodolfo.
Noronha não tem cinema, e mesmo com o filme rolando
um pouco lento em relação à voz, foi
muito legal ver o local entupido de gente, com presença
até de alguns gringos, que elogiaram, mas que não
devem ter entendido muita coisa pelo fato de a cópia
do DVD ainda não ter legenda.
Voltando um pouco às exibições nas
telonas das cidades que ainda não havia relatado
durante aquela minha excursão na penúltima
semana de dezembro de 2004 (ver nesta galeria texto anterior),
digo que por onde o filme passou ele foi um sucesso! Em
Porto Alegre a exibição lotou, e o coquetel,
seguido da sonzeira que rolou em uma chácara, bombou.
Muita gente bonita. E quem ficou até o final deve
ter curtido muito. Eu, como tive de me picar no meio da
festa para pegar o vôo e ir à próxima
parada (que era na Paraíba), curti ver as fotos que
o pessoal da produção me enviou e que aqui
estão publicadas.
João Pessoa. Mesmo tendo nascido em Bananeiras, interior
do estado, a capital paraibana é considerada minha
cidade natal, pois desde que passei a me entender como gente,
morava por lá. O filme era mais do que esperado,
e foi excelente compartilhar aquele momento com amigos de
infância, ex-patrocinadores, familiares, etc.
O tempo lá foi curtíssimo e mal deu pra esticar
os cambitos na casa de meus pais. A correria foi intensa,
com tarde de autógrafos na + SURF (surf shop de Otávio
Lima, onde inaugurei o “piso da fama” assinando
uma estrela bronzeada com muito orgulho) e Star Fin surf
shop (um dos meus primeiros patrocinadores), sem contar
a visita na Realce Mar e coletivas para a imprensa. Não
preciso nem falar na lotação esgotada da sessão
e da festa, que foi um show à parte, pois contou
com uma excelente banda local e com canja na “gaita”
de ‘Charli Brau’, o mágico do Fábio
Fabuloso. Alfio Lagnado, o ”painho“ do filme
e que continuava acompanhando a barca, se divertia muito
e dava muita risada com as histórias da galera local,
que o levou a curtir diretamente o nascer do sol na praia
do Cabo Branco com o cabeção feito de Nova
Schin.
Minha querida Mangue Town, Recife, foi a seguinte. E não
diferentemente de João Pessoa, comportou-se. A exibição
no novo cinema do Shopping Guararapes foi uma das melhores
em som e imagem; curti que nem um moleque comendo pipoca
com coca light. Recife é terra natal de minha esposa
e de meus três filhos, logo a presença deles
foi muito solicitada. Mas como as crianças não
podiam perder aula, desta vez tiveram que permanecer em
Floripa. A festa rolou em Brasília Teimosa, final
da orla de Boa Viagem, e ainda não havia estado naquele
local. O “Biruta” bombou ao som do legend DJ
Albino Malta. Muita gente que não havia conseguido
ingresso para a estréia do filme estava por lá,
incluindo vários integrantes da extinta turma da
lama, tendo Rodrigo “Carniça“ Trajano
comandando.
Já cansado pra caramba, a parada em Salvador impressionou
pela quantidade de mídia que veio ao nosso encontro,
me fazendo perguntar por que o surf baiano está sem
divulgação. Fazia tempo que não parava
na capital baiana, e fui muito bem recebido. A função
foi tanta que nem o dia que pretendia ter de folga para
tentar dar um surf foi possível, mas um almoço
em um restaurante típico local com uma moqueca mais
que no capricho me fez até esquecer da caída.
Já ia me esquecendo de relatar a festa que rolou
por lá. O DJ contratado era muito bom, tendo inclusive
tocado umas mixagens eletrônicas de ‘misturebas’
clássicas como New Order.
Tanta correria e não dava para botar os papos em
dia. Muitas vezes revia amigos que só lembrei quem
eram uma semana depois, quando a poeira baixou e estava
em casa curtindo os pensamentos do que havia passado na
trip. De coração, peço desculpas aos
muitos que não lembrei e agradeço ao trampo
da galera nestas praças, tendo em “jampa”
os Porpinos e Chico Padilha, como também Crisley
e sua esposa, representantes da Hang Loose nordestina com
matriz em Recife, e Adolfo, da Bali, que não mediu
esforços pra que a coisa acontecesse. Sem descartar
a galera da Lumiere nestes locais, é claro. Valeu
também a força do representante da Hang na
Bahia, o porta de guarda-roupa, “Camisa”. Ei,
Camisa! Cadê aquele pôster que tu disse que
ia guardar pra me mandar?
Valeu, galera! Obrigado a todos pelo prestígio, força
e carinho. Viva o surf brasileiro, pois este filme não
foi só pra mim, mas também para nossa nação,
que agora aposta neste marketing, que vai ajudar e muito
a formar nossos próprios ídolos e nos fortalecer
para um futuro título mundial máximo.
Por Fábio Gouveia
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