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Splash Beach - A primeira piscina de ondas do país.

Êita que nosso redator Taiu Bueno já deve ter dito, esse fia só tem arranque no rabo feito foguete, tava todo empolgado lá no Hawaii mandando texto direto e depois não mandou mais nada. Agora deixe defender-me; meu brodinho é teeeeeeeeeeeeempo! Mas como um “caba” que só pega onda não tem tempo? Rapaz, tempo tem, mas quando sobra tem outra coisa engatilhada pra fazer e acabo passando batido pelo computador.
Mas falando em tempo, uma das coisas que me manteve ocupado foi minha ida a Ribeirão Preto participar como juiz convidado em um evento só para moleques na primeira piscina de ondas do Brasil, dá pra acreditar, eu de juiz e em uma piscina de ondas? Quando os organizadores me ligaram pra fazer o convite, achei que era alguma armadilha, pois aquilo mais parecia convite para uma vaquejada {rodeio} do que um evento de surf em Ribeirão Preto. Costada a verdade através de uma revista Fluir que publicou uma matéria com exclusividade, fui bater em Ribeirão acelerado e doidinho pra ver o brinquedo.
Já participei de quatro eventos em piscinas de ondas, sendo três no Japão em um na Disney World de Miami e, apesar de divertida, deu pra constatar que a Splash Beach ainda tem de melhorar para ficar ideal para nossa prática, pois o fundo não conta com nenhum obstáculo para que a onda gerada por potentes turbinas tenha uma melhor qualidade. Os organizadores até que tentaram providenciando uma “lombada” logo após a primeira turbinada, mas a força da água era grande e arrastou os compensados emoldurados de fibra de vidro que estavam atarraxados em alguns pontos da parede da piscina.
Com dezesseis “pirraios” que participariam da competição e mais outros agregados como irmãos, pais, juizes e técnicos entre outros, estava feita a confusão em um line up que não parava de funcionar, com ondas vindo com uma freqüência de apenas uns três segundos de intervalo. Os moleques estavam em êxtase e não estavam dando a mínima para respeito no pico. Deu trabalho para organizar a fila e por pouco a ´session´ inaugural não deu em briga e saiu alguém machucado.
Como disse, fui convidado para julgar o evento e juntamente comigo foram Picuruta Salazar, Pertesom Rosa, Guilherme Herdy e Ricardo Bocão, que coordenados por Sergio Gadelha {juiz chefe da Abrasp}, até que desempenhamos um bom trabalho. Eu estava na maior adrenalina, pois a responsabilidade era enorme e sabia que mesmo se tratando de uma grande confraternização, nas cabeças daqueles pequenos competidores aquilo estava valendo e muito como uma competição, tanto foi que ao final da mesma os olhos de Santiago Muniz, grande campeão, brilhavam de emoção. Foi muito gratificante trabalhar no evento de uma forma diferente, pois mesmo nunca imaginando julgar um campeonato ao invés de estar competindo, também foi divertido. Não que eu queira ser juiz de surf quando parar de competir profissionalmente, mas gostei do trabalho, do envolvimento, de ver a evolução dos competidores em uma ondinha tão difícil por não ter tanta força, pois mesmo os moleques sendo levinhos, em alguns momentos era difícil botar os “chaveirinhos” pra andar. Agora difícil mesmo foi quando a máquina deu “pau” no domingo da grande final. A piscina não parou um segundo sequer de funcionar no sábado, e como era a primeira vez que aquilo acontecia, acabou dando um problema técnico e a qualidade das ondas reduzira-se a quase zero. Foi nessa hora a maior dificuldade que encontrei, pois meus filhos estavam participando do evento e as ondas ficaram fracas justamente na bateria de Ian, meu moleque mais novo. Tanto eu como Picuruta que tínhamos filhos no evento, não julgávamos as baterias em que eles estivessem e na hora da bateria do Ian eu estava filmando quando ele saiu chorando de raiva sem poder ter tido a oportunidade de melhorar no evento, pois depois do problema ficou decidido que se somariam os dois melhores resultados das quatro baterias surfadas. Na posição de pai queria ir lá para tentar tomar alguma providência, mas como também estava trabalhando com juiz, procurei ser profissional e preferi me afastar e deixar o head judje assumir a responsabilidade.
Além de Ian que foi prejudicado, dois natalenses que também foram convidados foram impedidos de melhorarem suas pontuações, pois a máquina começou a piorar no final da bateria deles. Já Santiago fez a sua melhor bateria na última rodada e isso lhe levou ao título de forma brilhante, pois ele provou que encaixou na vala e terá um ótimo futuro também em piscinas de ondas. Seguindo os destaques da prova, Mateus Toledo, filho de Ricardo Toledo, havia feito a melhor bateria do evento junto com o natalense que no momento não lembro o nome, tanto o potiguar com o ubatubense arrancaram suspiros do público.Outros moleques que impressionaram foram Jessé Mendes, Wesley e o pequeno Luan Wood de apenas oito anos, que se tivesse conseguido encaixar melhor na hora dos drops, teria indo mais à frente na competição. Sim, o Miguel Pupo, filho de Wagner Pupo, também arrebentou e o Paranaense Peterson Crizanto que não conseguiu vaga na prova, talvez fosse o moleque que mais estava andando e se tivesse ingressado no evento talvez o resultado final fosse outro.
Surf na piscina já estava bom, mas bom também foi o show do Detonaltas que rolou no out side. A galera foi à loucura e a chuva que caiu na hora do show foi muita bem vinda para dar uma refrescada no parque, pois o calor era tanto que até tinha feito alguns moleques passar mal de desidratação, os levando a ter que ficar boa parte daquela manhã de Domingo no soro.
Por Fábio Gouveia

Luan Wood, de apenas oito anos, num belo drop. By Fia
 
 
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Ian Gouveia, um dos filhos do Gouveia, em ação na bateria. By Fia
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  Igor Gouveia, em foto do pai. Fabinho foi juiz do evento e optou em não julgar as baterias dos filhos. By Fia  
 
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O guarujaense Wesley Morais surfou bem na piscina. By Fia
 
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  Miguel Pupo[esquerda]e o campeão Santiago Muniz. By Fia  
     
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  Fia dando uma queda no ntervalo.By Elka  
 
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  Picuruta, Fia e Herdy, três geraçõoes do surf brasileiro. By Elka  
 
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  Herdy na boa da série. By Fia  
 
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  Jessé Mendes . By Fia  
 
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  Jéssica foi a única menina a participar do evento. By Fia  
 
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  Paulo Kid surfando com uma ´fish´ para andar nas pequenas ondas. By Fia  
 
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  Mateus Toledo. By Fia  
 
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  Mateus Salazar. By Fia  
 
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  A mulecada teve que passar por um exame médico. By Fia  
 
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  Miguel Pupo em ação no parque aquático. By Fia  
 
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  A mulecada no ´line up´ da piscina. By Fia  
 
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  Técnico explicando o funcionamento das turbinas. By Fia  
 
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As potentes turbinas que propulsiona e fabrica as ondas de Ribeirão Preto. By Fia
 
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