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]Surf cuture art music photo
Fabio Gouveia - 15/08/2012

Camera aquática quase vira oferenda!


Já se foram algumas câmeras afogadas desde que essa brincadeira começou, no entanto, em minha trip ao México a minha "go prozinha" atual teve sorte e ficou pendurada.

Os adesivos originais que prendiam a câmera na prancha havia acabado, logo recorri a uma fita dupla face nacional, de qualidade inferior apenas para este fim. Mas bastava ter colado na prancha um dia antes e tudo certo, estaria bem segura, a cola teria dado conta do recado. Aliado ao meu esquecimento e nas pressas de aproveitar a ótima manhã em Puerto Escondido e gravar umas cenas dentro d'água, assim que acordei atarrachei a câmera na prancha e fui ao mar. Havia limpado bem a superfície da prancha e pressionado a câmera como também colocado o dispositivozinho de segurança ao lado da mesma, o que acabou sendo minha salvação.

Puerto Escondido é o beach break mais potente em que já surfei no mundo, logo mesmo com todo o cuidado, imaginava que poderia perder minha câmera. Logo estava tentando pegar apenas as ondas certas, ou seja, as que possivelmente abrissem. Remei em algumas e não consegui entrar e minha paciência estava acabando, até por que o fotografo Clemente Coutinho estava na areia clicando com sua objetiva e eu queria apenas gravar umas duas, três ondas antes de trocar de prancha, pois o mar estava com tamanho superior para o permitido pra esta 6'1 vermelhinha. E tinha decidido cair com ela justamente por causa da cor, ou seja, pra poder ficar bonita na foto... eheheheheh. Como disse, tinha passado-se um tempo e já me peguei remando em qualquer uma quando uma direita aparentemente aberta surgiu ao meu encontro.

No processo em clicar o botão da câmera pra gravar, acabei perdendo precioso segundo, pois acabei dropando atrasado e ficando deep. Dropei me esticando a fim de alcançar o fim do túnel, mas não deu, o bicho foi mais rápido e, "catapum”! O tempo fechou. Fechadeira da gota serena e uma vaca da bichiga. Antes disso ainda deu pra curtir, abrir os braços e até um sorriso pintou. Acho que porque já sabia que o rebuliço iria ser grande. Nem deu tempo de pensar na câmera, mas quando emergi do caldo, estava la a bichinha, pendurada apenas pelo fio de nylon. Que sorte!
O primeiro adesivo não segurou o tranco, mas o segundo, segurou além do normal, pois diante da segunda onda que iria tomar na cabeça, segurei a câmera como se essa fosse meu estrepe. O nylon arrebentou, o dispositivo adesivado ficou lá inacreditavelmente e por sorte, a câmera permaneceu em minha mão. Saí da água um pouco frustrado, no entanto na esperança de pelo menos ter capturado a imagem. E por sorte deu tudo certo, a imagem ficou legal, bati estes frames da filmagem e o Clemente ainda clicou de fora d'água a onda possibilitando o duplo ângulo. Passado o susto, nem preciso dizer que depois da troca de prancha, a manhã de surf rendeu muito. Bom, então foi isso, contado um dos muitos causos. No próximo reporte, texto completo desta trip cujo ainda está nas bancas, pela Revista Fluir.

No entanto, esta deve ser a ultima semana da mesma, já que a edição de agosto já chegou aqui na house pelo correio.

Inté...

From Fia.
 
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